quinta-feira, 14 de outubro de 2010

DICIONÁRIO BDSM - M - N

Maiúscula / Minúscula - Refere-se à grafia de letras em BDSM virtual. É comum algumas Mistress teclarem sempre em maiúsculas, denotando sua condição de Top (porém, como maiúsculas tb. significam “gritos”, muitas vezes esta confusão inviabiliza tal liturgia). Também existe a convenção de nicks de submissos serem escritos em minúsculas e de Dominadoras em maiúsculas. Porém, como toda convenção, a falta de rígida observação e generalização acaba por torná-la ineficiente.

Máscara -  Utilizada não só para preservar a identidade, tanto de Dominadoras quanto dos submissos, mas também como utensílio de humilhação ou até tortura (esta com o uso de máscaras de ferro, incomodo ou total privação de sentidos e/ou movimentos).

Masmorra - Prisão subterrânea, calabouço, cárcere. Lugar ou aposento sombrio, triste, lúgubre, fechado. Local onde se prende, ou se guarda um submisso. Cenário onde ocorrerá a cena de dominação.

Marcas - Resultantes de torturas. A grande arte do sádismo está em saber adequar as marcas (sua intensidade e tempo de permanência) às possibilidades de exposição do submisso, não causando-a, assim, qualquer infortúnio pessoal ou profissional que contraria a segurança da relação (SSC).

Marcas de Propriedade - Adereço que denote e demonstra que a escrava é propriedade/posse de uma Dona. Pode ser de diversos tipos, desde um pingente ou brasão na coleira, um piercing, brinco genital, anel, tatuagem ou mesmo um tipo específico de nick “escravo da Domme”. A “marca de propriedade” não é o objeto em si (a coleira, a tatuagem, o anel, o piercing ou o nick), mas o desenho, o símbolo ou o brasão constante no mesmo, que este sim denota a propriedade.

Masoquismo - O gosto erótico pela dor, humilhação em ser dominado(a). Algumas vezes o termo é usado para designar a pessoa que gosta de dor mais intensa, ou que tem prazer em atividades que causem maior nível de dor.

Mentor(a) -  Um conselheiro, alguém em quem se possa confiar plenamente, e que tenha um certo conhecimento de técnicas BDSM. É um amigo e instrutor, tanto para a parte técnica como para a parte conceitual do BDSM.

Mesa -  Móvel muito utilizado para torturas medievais, que consiste numa mesa onde o submisso é preso numa ponta pelos pés e na outra pelas mãos e, por uma das pontas a corda ou corrente que a prende é enrolada numa roldana, puxando o submisso até o máximo de esticamento de seu corpo.Atualmente numa versão moderna a mesa recebe um furo no centro por onde se introduz o genital masculino para a realização de CBT.

Medical Play - Consiste nas práticas com alguns objetos de uso médico. Os mais difundidos são: espéculos vaginais, espéculos retais, e ânsucópios. Enemas, cateteres, agulhas e fist fucking podem entrar em sessões de Medical Play. Luvas cirúrgicas descartáveis são comumente utilizadas. Existe aqui uma boa dose de exposição da região genital e, em função disso, pode-se pensar em estímulos sensuais subseqüentes decorrentes de exibicionismo e do prazer advindo da sensação de estar envergonhado, que se somam aos estímulos principais, provenientes da relação de “dominação/submissão”.

Milho - Utilizado para tortura de se colocar o submisso ajoelhado sobre ele. O milho mais usual é o de pipoca. Mas pode-se também utilizar feijão (para uma tortura mais light) ou milho de canjica (para uma dor mais intensa). Para torturas ainda mais hard pode ser utilizada também tampas de garrafa, limalhas de ferro ou outros materiais, bem como fazer o escravo ajoelhar sobre superfícies incomodas e/ou dolorosas, seja por sua textura ou ate temperatura.

Misofilia - Prática envolvendo sujeira.

Mordaça - Tipo de gag utilizado para impedir a fala do submisso (diferente dos “Gag, GagBalls”, “arreios” e “mordedores” que tem a função maior e humilhante de fazer o submisso salivar.

Mumificação - Prática de se imobilizar o submisso(a), enrolando o corpo deste com ataduras, plástico, filme de PVC transparente (Magipack), ou congênere, impossibilitando qualquer movimento. Cuidado especial deve ser tomado para se evitar asfixia. Algumas vezes a prática de mumificação induz o(a) submisso(a) a um estado eroticamente alterado de consciência, provocando um mergulho no interior de si mesmo.

Munch - Reunião BDSM em local público, sem cenas, organizada com o fim de possibilitar que as pessoas se conheçam e/ou discutam sobre a filosofia BDSM. Além dos adeptos, também podem participar simpatizantes e “não praticantes”.

Negação – A mais comum no meio BDSM é a do orgasmo, esse treinamento consiste no aumento de limites do submisso em suportar tempos de abstinência sexual. A negação do orgasmo é eficiente para aumentar a sensação de frustração no macho e também uma forma de mantê-lo com energia para outras atividades. Para potencializar a negação a Dominadora pode masturbá-lo até um ponto próximo ao orgasmo, e então parar(uma ou várias vezes). Técnicas associadas a esta pratica são o uso de cintos de castidade e o orgasmo frustrante. Mas a negação também contempla outras atividades como controle de rotinas, jejum e privação de necessidades. Praticas que denotam uma obediência impar ao submisso.

Negociação - Com a variedade de atividades que vêm sob a rubrica do BDSM, a enorme variação nos limites dos indivíduos e a importância do consentimento, uma honesta negociação é fundamental antes de uma cena. A negociação também é fundamental para se conhecer as afinidades entre duas pessoas antes de iniciar um relacionamento. A negociação é o momento onde o submisso deixa claro qual sua disponibilidade em servir e a Dominadora quais os atributos e práticas lhe interessam.

Nick - Apelido ou pseudônimo usado nas salas de bate papo e no meio virtual BDSM, que geralmente se estende ao meio real, onde Dominadoras e submissos se tratam pelo nick e não pelo nome de batismo. Os nicks podem indicar a condição de seu usuário. Seja pelo seu escrito (DOMME XXXX, escravo yyyyy), seja pela forma como se escreve ( existe a convenção de Dommes usarem nicks com letras maiúsculas e escravos com letras minúsculas). Os nicks também podem ter marcas de propriedade, indicando assim que a escrava tem Dono.