quarta-feira, 11 de novembro de 2009

CINTO DE CASTIDADE


Passaram-se os séculos e o cinto de castidade ainda coexiste em algumas práticas de sadomasoquismo. Masculinos ou femininos, o castigo é a palavra chave, em quem recebe ou para quem impõe. Dizem que no passado tinha um significado totalmente diferente de hoje em dia. Antes, nada era consensual, o guerreiro viajava e preservava a castidade de sua amada através de um instrumento trancado a sete chaves. Nos dias de hoje, praticantes de BDSM utilizam-se desses objetos de privação para punir seus submissos com claros intuitos fetichistas. Mas se no passado representava um martírio sem fim a utilização desses cintos, hoje em dia funciona como um objeto de prazer para pessoas que tem fetiches dominantes e submissos. Neste caso a pessoa submissa é obrigada a utilizar o cinto por horas, dias, semanas, podendo ser até mesmo meses. No entanto , alguns cuidados devem ser observados por quem deseja utilizar cintos de castidade em práticas fetichistas: a higiene e o ponto de saturação. O primeiro aspecto dá conta de esterilização do instrumento antes e depois de ser utilizado, evitando bactérias ou doenças sexualmente transmissíveis quando não existe monogamia entre os praticantes.
A saturação deve ser preservada e ninguém deve suportar o uso do aparelho quando existam desconforto e dores intensas. Lembre-se que Gangrena é uma necrose isquêmica que pode aparecer devido ao uso indiscriminado destes cintos. Existem submissos que atingem um nível de satisfação intenso quando o pênis é colocado num desses suportes e trancafiado. Já nas submissas o tesão está no impedimento do coito já que o cinto cobre o orifício anal e o vaginal. A atração, o feitiço, daí a origem da palavra “fetiche”, funcionam como um imã ligando o praticante à sua fantaisa. Assim explicam-se as velas, as camas de pau, as cangas, correntes e outros instrumentos. Enfeitiçados por cintos de castidade e loucos por práticas fetichistas Dominadores e submissos se entregam ao prazer, luxuria e equipamentos para garantir cenas que esbanjam criatividade.
Assim se vive uma fantasia, um jogo entre pessoas que estejam dispostas e combinadas a participar de alguma coisa em prol de aumentar o prazer e não sucumbir à rotina do sexo sem tempero.